When I woke up, the world around me was different. I couldn't tell what was true or what was part of my dreams, running away from my mind. There was that kind of beautiful creatures, dressed in white, living their lives as there was no evil. And there wasn't. At first sight, the land was cold, but I was feeling warm. I was protected. Secure. Maybe life as I known was finally over. The future looks so much better. Suddenly I noticed... I was dead. Then, I reborned.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Sleepwalker
When I woke up, the world around me was different. I couldn't tell what was true or what was part of my dreams, running away from my mind. There was that kind of beautiful creatures, dressed in white, living their lives as there was no evil. And there wasn't. At first sight, the land was cold, but I was feeling warm. I was protected. Secure. Maybe life as I known was finally over. The future looks so much better. Suddenly I noticed... I was dead. Then, I reborned.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
No dia seguinte
Dez anos é muito tempo. Em uma década tudo muda. O mundo que
vemos hoje não é aquele que conhecemos em 2003. Talvez David Bowie tenha apenas
nos dado uma chance de alcançá-lo. ”Vai lá mundo, te dou uma década de vantagem.”
Mesmo assim, parece que nem saímos do lugar. O homem que caiu na Terra nos
mostrou que continua muito na nossa frente.
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| Tiozão caminhando pelas ruas de New York |
O disco, lançado em 08 de março, por vezes remete à Berlim. Inclusive na piada da capa. Apesar disso, exibe um frescor inebriante.
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| O elenco de "the next day" |
Os sopros e guitarras sujas de “Dirty boys” nos transportam
a um pub mal afamado, ou talvez a um cabaré de reputação duvidosa.
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| As estrelas de "Stars are out tonight" |
“Love is lost” é sobre erros e falta de esperança.
A primeira canção a ser apresentada ao mundo, em janeiro
deste ano, foi “Where are we now?”, uma triste balada, reflexiva e um tanto
quanto nostálgica. Um pequeno arrepio deve ter passado pelos fãs da fase
Berlim. A letra é cheia de referências a lugares da capital germânica. Segundo
Visconti, Bowie acreditava que as pessoas pudessem ficar chocadas com a volta
do cantor após a ausência de dez anos, e uma música mais introspectiva como
primeiro single ajudaria a superar mais facilmente o choque. Aqui temos a sua
veia megalomaníaca aflorando.![]() |
| Bowie a esquerda e Tilda a direita...Oh wait... |
"Valentine´s Day" tem uma cara mais pop, mais inocente. É até meio melosa. Mas quem vê cara não vê coração. A música fala sobre um atirador em uma escola.
O ritmo alucinado, frenético, de “If you can see me”, aliado
aos bizarros efeitos de voz, trazem a tona a veia paranóica de Bowie. Não dá
pra fugir, você está sempre na mira de alguém. Quase posso ouvir os versos da
música saírem da boca de John Hurt em 1984. Aliás, uma fixação de Bowie
pré-Berlim, vide Diamond dogs (Lembrei também do Trent Reznor perseguindo Bowie no
clipe de “I´m afraid of americans”, de 1995).
Uma série de referências enigmáticas permeia “I´d rather behigh”, que fala sobre um soldado na segunda guerra. Começando por Nabokov, autor do célebre romance “Lolita”(ele morou em Berlim na década de 20, huum), passando por uma comparação entre generais desenvolvendo estratégias para a guerra e madames dissecando as futilidades do dia. Há também o jovem soldado lamentando que preferia estar morto do que treinando pontaria nos homens do deserto.

“Boss of me”é uma canção de amor bem no estilo Bowie. Tem um pouco de narcisismo, um quê de obsessão, uma pitada de melancolia.
“Dancing out in space” é outra música com uma pegada bem
pop. Pelo menos para os padrões de David Bowie. “Quase uma religião, dançar de
rosto colado/quase um afogamento, dançar solto no espaço”. Pop. Pero no mucho.
Ao tratar do silêncio, ele cita Georges Rodenbach, poeta e escritor belga(seu
pai era alemão), autor de uma obra chamada “Le règne du silence”(O reino do
silêncio).
“How does the grass grown” nos situa em um cenário gótico-clubber.
“Há um cemitério perto da estação, onde as garotas usam saias de nylon...”
Destaque nessa faixa para o trabalho vocal. A última parte não parece ser
cantada pela mesma pessoa.
A guitarra rasgante cheia de fuzz da introdução de “(You will) set the world on fire” contrasta com o refrão dançante. Os clubbers góticos da faixa anterior remexer-se-iam freneticamente nesse momento.
Não se deixe enganar pelo ritmo pseudo adocicado e
vocalizações da música “You feel so lonely you could die”. Sua letra é sombria
e depressiva. “Aposto que você vai se sentir tão triste que poderia morrer”.
Mas o clima fica pesado mesmo em “Heat”, extremamente
pesado. Dúvidas, desilusões, destino. A tragédia é iminente quando o amor não
subsiste por si, mas apenas como negação do ódio.
Se você tiver acesso à versão Deluxe do álbum, vai ouvir na
sequência a faixa bônus “So she”. Melancólica, mas esperançosa. Não deixa de
ser uma pequena canção de amor.
A vinheta instrumental
“Plan” foi usada como introdução no videoclipe de “Stars are out
tonight”, e finalmente, “I´ll Take you there”, mais animada, mas cheia de
dúvidas sobre o futuro.
Em uma semana o álbum se tornou o mais vendido do Reino
Unido. Tony Visconti afirma que 29 músicas chegaram a ser gravadas, o que daria
material suficiente para outro disco. Quanto à turnê, o futuro ainda é incerto.
Segundo Visconti, e o guitarrista Earl Slick, Bowie afirma contundentemente que
não fará shows, mas as vezes, durante as gravações, comentava como as canções
ficariam legais ao vivo. Meus dedos já estão cruzados.
Site oficial: www.davidbowie.com
Site oficial: www.davidbowie.com
terça-feira, 4 de junho de 2013
É pique, é pique...
Anos em festa!!!
A última postagem do blog faz aniversário!!!
Como diria o reverendo Fábio Massari, padroeiro dos bons sons: "Logo mais tem mais".
segunda-feira, 4 de junho de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
You can fly with me, in my High Flying Birds
Noel Gallagher esteve no Brasil no início deste mês, pela
primeira vez divulgando seu trabalho solo. Tive a oportunidade de ver o
primeiro show, dia 02 de maio no Espaço das Américas, em São Paulo. No
gargarejo.
Chegando ao meio do show, Noel toca um dos maiores sucessos
do Oasis, Supersonic, que estava no primeiro álbum da banda, Definitely Maybe,
e foi seu primeiro single em 1994. Assim como já havia feito em outras ocasiões
com Don´t Look Back In Anger, Noel tocou a música de forma acústica, com seu
violão na base e o teclado fazendo as partes da guitarra solo. Ficou totalmente
diferente e bastante intimista. Só pra lembrar, a versão original de Supersonic
tinha toda aquela cara de Rock de Arena, funcionava muito bem em estádios. E
agora ela serve aos propósitos de Noel de realizar shows menores e fazer com que
o público sinta-se mais próximo dele. Continua funcionando perfeitamente bem.
Preciso dizer que o público a cantou (e a maioria das outras músicas) em
uníssono?
Para o bis tivemos uma surpresa. Noel é conhecido por
dificilmente variar seu repertório. Desde os tempos de Oasis vemos que os sets
têm raras alterações entre o início e o fim de uma turnê. Noel Gallagher é um
baita de um preguiçoso. Em shows anteriores Noel começava o bis com
Whatever e depois tocava The Importance of Being Idle (ops, essa música fala
sobre preguiça), ambas do Oasis. Em São Paulo, tivemos o privilégio de ver e ouvir
a primeira apresentação ao vivo de Let The Lord Shine a Light On Me, lado B do
single de Aka... What a Life, abrindo o bis, e deixando The Importance de lado.
Depois Noel foi só Oasis. Tocou
Whatever, o hit Little by Little, do disco Heathen Chemistry, de 2002 e fechou
o show com uma magnífica
interpretação de Don´t Look Back In Anger, grande sucesso do disco (What´s The
Story) Morning Glory?, de 1995.
Site oficial: http://www.noelgallagher.com
Todos os vídeos foram retirados do Youtube, de diversos usuários diferentes.
As fotos foram tiradas por mim e pela minha esposa.
terça-feira, 10 de abril de 2012
"The Boss" voltou, quebrando tudo...
Bruce Springsteen, The Boss, acaba de lançar seu mais novo álbum, WreckingBall. O décimo sétimo de estúdio. Estreou em primeiro lugar nas principais
paradas ao redor do mundo, incluindo a inglesa e a americana. Sonoramente
apresenta influências de folk elétrico a la Dylan, country, blues, spiritual,
música celta e acho que ouvi alguma coisa mexicana também. Ideologicamente, o
patrão está com a língua afiada como sempre, talvez mais do que nunca. É punk
até o último fio de cabelo. Passada a euforia da eleição de Barack Obama, os
estadunidenses estão acordando para uma realidade perversa. E Bruce não mede
palavras para descrever a recessão que atinge o país. Começando pela faixa de
abertura do disco, We Take Care Of Our Own. Esta é talvez a Born In The USA do
nosso tempo. É o tipo de música que
justifica duas das frases que se diz sobre o patrão. Que ele é o mais americano
de todos os cantores americanos, e também que ele sempre diz a coisa certa na
hora certa. Se em 2009 seu álbum se chamava Working In a Dream(Trabalhando em
um sonho), agora parece que ele acordou de um pesadelo, e com ressaca.
Easy Money e Shackled
And Drawn são dois belos blues spirituals. Tem corais e backing vocals
gospels e uma rabeca tocando.
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| Punk até o caroço |
A faixa Death To My Hometown tem uma cara mais alegre, de música
celta. Mas a letra é mais tensa do que a
da faixa anterior. Ela fala sobre a guerra. Sobre como a guerra foi trazida ao
seu lar, provocando morte e destruição.
Na verdade ele se põe na pele dos povos invadidos pelos estadunidenses,
como Afeganistão e Iraque. O videoclipe traz a participação de Tom Morello, do Rage Against The Machine e Audioslave.
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| Bruce e a E street Band |
This Depression, como o próprio nome já adianta, fala sobre depressão.
Nessa faixa Bruce diz que já esteve pra baixo, mas nunca desse jeito. Já esteve
triste e deprimido, mas não como desta vez. A faixa título, Wrecking Ball, é um
desafio. Se acha que pode nos enfrentar, então de o melhor de si e traga sua
bola de demolição, mas lembre-se que os tempos difíceis vão e vem.
You´ve Got It é uma boa canção
pop, com letra misteriosa e provocativa. Já em Rocky Ground, através de
referências bíblicas, Springsteen conclama seus compatriotas e se reerguerem e
superar este momento difícil.
Os quase sete minutos de Land Of Hope And Dreams tentam convencer que
toda a escuridão passará e nos encontraremos numa terra repleta de esperança e
sonhos. A mesma esperança e os mesmos sonhos que impulsionam a todos nós
através de nossa jornada. Sinto falta nessa canção da percepção que a jornada
talvez seja mais satisfatória do que o destino.
We Are Alive, uma canção country, com toques de mariachi, que
homenageia os espirítos daqueles que já se foram. Eles estão vivos e celebrando
a vida conosco.
A versão de luxo do
disco traz duas faixas bônus: Swallowed Up (In the Belly
of the Whale), e American Land. A primeira emula
a parábola bíblica de Jonas, aquele que foi engolido por uma baleia, e a
segunda traz mais das alegres sonoridades celtas, encerrando o álbum com alto
astral e promessas de um futuro auspicioso.
Para quem já conhece a poderosa voz do patrão, já deve ter captado tudo o que eu escrevi aqui. Quem ainda não conhece, recomendo escutar com atenção esse disco, de repente acompanhando as letras no site oficial. Vale cada segundo investido.
Site oficial: http://brucespringsteen.net/
Disco disponível no soundcloud: http://soundcloud.com/brucespringsteen/tracks?page=1
Disco disponível no soundcloud: http://soundcloud.com/brucespringsteen/tracks?page=1
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